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Apresentação do blog

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Com carinho para meus leitores.  Vivências: Poemas, Contos e Crônicas - 2024. Comecei a escrever poesia há pouco mais de quatro anos, em meu caderno de memórias e reflexões, para suprir minha necessidade de criação artística, substituindo temporariamente a pintura de outrora... Algumas telas que fotografei estão aqui expostas, bem como meus poemas, alguns contos e crônicas.   Grata,  Lairte Souza.  

Deixar partir

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          Quero falar de um amor imenso, daquele jamais planejado ou esperado: minha irmã Madalena.       Ela abriu mão de ter uma vida, marido, filhos, porque já havia visto demais, presenciado todos os arranjos possíveis e perdido a esperança em vida melhor. Doou-se, então , aos irmãos e a nossa mãe, e principalmente a mim. Eu pedi muitas vezes para que vivesse mais para si mesma, recusei regalias financeiras, presentes, tudo que retirasse dela a possibilidade de investir em si própria, mas não adiantava, pois adiante estava ela me oferecendo ajuda.       Sem saber ela me deu o suporte de que eu precisava, todo o tempo, sem cansar, ou melhor, ela sabia mais que eu mesma das minhas dificuldades e limitações. Mesmo morando distante, fui sua protegida, fui amparada em todos os meus desastres tentando construir minha independência.       A vida não me dava trégua. Minhas batalhas eram muitas: eu era ...
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  Fiz-me borboleta                                                                       E o meu casulo                                                         Foi                                  O                     Autoconhecimento. Lairte Souza

Porque Nasci Autista

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Porque Nasci Autista   Se quiser me tocar, toque-me com força Não alise, não me alise, não me alise, não! Isso incomoda demais, tenho ódio, aversão... E se você insistir, não respondo por mim Aperte-me, abrace-me com força, se eu solicitar E somente se Eu autorizar. Lairte Souza Feira, 10 de outubro de 2025.

Repente: O JOGO DA VIDA

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                      O JOGO DA VIDA Quero jogar o jogo do contente Toda bagagem pesada despachar Para bem longe, bem longe ficar Quero jogar o jogo da vida Trapaceando a tristeza Sem trapacear a beleza que ela — a vida — nos dá Conhecer a mim mesma é preciso Para esse jogo jogar Para não culpar o outro, e infeliz ficar Quero jogar limpo comigo, me respeitando E com o outro, para meu respeito aumentar Vou chutar meus arrependimentos pra escanteio Minhas culpas para o alto, minhas limitações driblar Se alguém me impedir: pênalti! Com minha autoestima um golaço vou marcar!                                         Lairte Souza                                         Serrinha, 02 de maio de 2...

Dor do mundo

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  Olga é uma mulher sofrida. Como tantas por aí... Minha mãe costuma dizer que este mundo é um vale de lágrimas, e olhando para os lados é isto que vejo: muita dor, muita tristeza, muito sofrimento. Se eu soubesse do futuro que viria, não teria feito muitas coisas. Nem mesmo teria amado.  Lairte Souza Serrinha, março/2025.

Perdendo o voo, literalmente

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O que fazer quando as coisas saem do programado Frustração Frustração Como é difícil para mim! Mas depois de caminhar uns passos, muitos passos Depois de ver tantas notícias que deixam claro: poderia ser pior... A tristeza vai passando A vida vai voltando As ideias vão brotando Aceitação Aceitação Gratidão Gratidão Tem um voo para daqui a cinco horas Lairte Souza Aeroporto de Guarulhos/SP

Conhecendo Monte Verde/Camanducaia-MG

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 Ainda estou inebriada com as belezas de Monte Verde-MG, por isso o que escrevo neste momento está sendo absorvido lentamente, e certamente sofrerá alterações ao longo do tempo. A palavra é: privilégio. Acredito que morar num lugar como este, cercado de uma mata de araucárias e eucaliptos, araucárias principalmente, ouvindo o som das águas correndo pelo rio que corta o distrito (sim , é distrito de Camanducaia/MG), a depender da localização, no meu caso, aqui na Av. Sol Nascente, tanto descendo o bosque do hotel, como visitando/caminhando dentro do parque VillaLeta. Amei. Conheci a dona desse lugar incrível, Susi, que deixou permanecer sua casa, seu cantinho, dentro do referido parque, arrendado para visitação pública. Sentadas, conversamos sobre a mãe dela, Sra.Mafalda, em memória, poetisa. Sobre meu livro... Conversei com Elizabeth, hóspede outrora, que acabou fixando moradia em Monte Verde. No chalé onde estou, curti uma lareira que eu mesma acendi hoje pela manhã. Realmente é u...