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Apresentação do blog

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Com carinho para meus leitores.  Vivências: Poemas, Contos e Crônicas - 2024. Comecei a escrever poesia há pouco mais de quatro anos, em meu caderno de memórias e reflexões, para suprir minha necessidade de criação artística, substituindo temporariamente a pintura de outrora... Algumas telas que fotografei estão aqui expostas, bem como meus poemas, alguns contos e crônicas.   Grata,  Lairte Souza.  
 Os Anjos da Minha Vida ou: A Vida fala comigo      Em momentos de desalento, quando não encontro palavras, a vida fala comigo: Uma mão no meu ombro, uma presença, uma solução... Anjos vêm ao meu socorro e entendo como tenho sorte.       E muitas vezes meus desejos foram atendidos tão rapidamente que não aproveitei, não estava pronta para receber tal presente, deixei passar... Quero estar atenta, preciso estar atenta para corresponder, para não perder as oportunidades que a vida me dá, ler nas entrelinhas com mais assertividade, confiar. A minha desconfiança exagerada me fez perder muitas coisas, e quando se está perdida ficamos cegas diante das respostas oferecidas por aqueles anjos e tomamos decisões desastrosas. Quando reflito sobre meus erros consigo ver a solução que estava ali tão fácil, tão clara, presente naquela situação. Sim, a vida sempre falou e fala comigo! Só preciso confiar mais, escutá-la melhor... Lairte Souza Serrinha, junho/2026...
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  A monotonia do meu ser não diz quem eu sou: calada e quase sempre sem iniciativas, sou capaz de te surpreender Com um humor de riso silencioso Abraços apertados e sufocantes Com gestos de amor que falam mais que palavras. Lairte Souza

Deixar partir

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          Quero falar de um amor imenso, daquele jamais planejado ou esperado: minha irmã Madalena.       Ela abriu mão de ter uma vida, marido, filhos, porque já havia visto demais, presenciado todos os arranjos possíveis e perdido a esperança em vida melhor. Doou-se, então , aos irmãos e a nossa mãe, e principalmente a mim. Eu pedi muitas vezes para que vivesse mais para si mesma, recusei regalias financeiras, presentes, tudo que retirasse dela a possibilidade de investir em si própria, mas não adiantava, pois adiante estava ela me oferecendo ajuda.       Sem saber, ela me deu o suporte de que eu precisava, todo o tempo, sem cansar, ou melhor, ela sabia mais que eu mesma das minhas dificuldades e limitações. Mesmo morando distante, fui sua protegida, fui amparada em todos os meus desastres tentando construir minha independência.       A vida não me dava trégua. Minhas batalhas eram muitas: eu era...
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  Fiz-me borboleta                                                                       E o meu casulo                                                         Foi                                  O                     Autoconhecimento. Lairte Souza

Porque Nasci Autista

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Porque Nasci Autista   Se quiser me tocar, toque-me com força Não alise, não me alise, não me alise, não! Isso incomoda demais, tenho ódio, aversão... E se você insistir, não respondo por mim Aperte-me, abrace-me com força, se eu solicitar E somente se Eu autorizar. Lairte Souza Feira, 10 de outubro de 2025.

Repente: O JOGO DA VIDA

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                      O JOGO DA VIDA Quero jogar o jogo do contente Toda bagagem pesada despachar Para bem longe, bem longe ficar Quero jogar o jogo da vida Trapaceando a tristeza Sem trapacear a beleza que ela — a vida — nos dá Conhecer a mim mesma é preciso Para esse jogo jogar Para não culpar o outro, e infeliz ficar Quero jogar limpo comigo, me respeitando E com o outro, para meu respeito aumentar Vou chutar meus arrependimentos pra escanteio Minhas culpas para o alto, minhas limitações driblar Se alguém me impedir: pênalti! Com minha autoestima um golaço vou marcar!                                         Lairte Souza                                         Serrinha, 02 de maio de 2...

Dor do mundo

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  Olga é uma mulher sofrida, como tantas por aí... Minha mãe costuma dizer que este mundo é um vale de lágrimas, e olhando para os lados é isto que vejo: muita dor, muita tristeza, muito sofrimento. Se eu soubesse do futuro que viria, não teria feito muitas coisas. Nem mesmo teria amado.  Lairte Souza Serrinha, março/2025.