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Apresentação do blog

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Com carinho para meus leitores.  Vivências: Poemas, Contos e Crônicas - 2024. Comecei a escrever poesia há pouco mais de quatro anos, em meu caderno de memórias e reflexões, para suprir minha necessidade de criação artística, substituindo temporariamente a pintura de outrora... Algumas telas que fotografei estão aqui expostas, bem como meus poemas, alguns contos e crônicas.   Grata,  Lairte Souza.  
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 Minha irmã me perguntou com que idade eu me sinto neste corpo atual. Fiquei pensando sobre isso e verdadeiramente me sinto na idade que tenho, 56 anos, e talvez até um pouco mais. E essa sensação de ser mais velha é desde que me entendo. Minhas preferências como por exemplo em estar acompanhada de pessoas adultas, desde a infância; roupas ;  falta de interesse nas conversas das meninas da minha idade... E nos últimos anos foram tantos sinais de que a vida mudou drasticamente : morte de duas irmãs (entre os sessenta/setenta anos), outros irmãos com várias mazelas do envelhecimento; meu cansaço crônico mostrando claramente a passagem do tempo, muito tempo: parece que foi uma eternidade, tal é a minha sensação... Apesar de tudo, acredito que estou em momento de apaziguamento com a minha idade e a vida que tenho. E com desejo de renovação, de me reinventar, como se eu pudesse viver ainda mais uma vida ao menos, pois olhando para trás percebo que vivo me reinventando,  já fiz...
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                                          Os Anjos da Minha Vida, ou: A Vida Fala Comigo      Em momentos de desalento, quando não encontro palavras, a vida fala comigo: Uma mão no meu ombro, uma presença, uma solução... Anjos vêm ao meu socorro e entendo como tenho sorte.       E muitas vezes meus desejos foram atendidos tão rapidamente que não aproveitei, não estava pronta para receber tal presente, deixei passar... Quero estar atenta, preciso estar atenta para corresponder, para não perder as oportunidades que a vida me dá, ler nas entrelinhas com mais assertividade, confiar. A minha desconfiança exagerada me fez perder muitas coisas, e quando se está perdida ficamos cegas diante das respostas oferecidas por aqueles anjos e tomamos decisões desastrosas. Quando reflito sobre meus erros, consigo ver a solução que estava ali, tão fácil, tão cla...
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  A monotonia do meu ser não diz quem eu sou: calada e quase sempre sem iniciativas, sou capaz de te surpreender Com um humor de riso silencioso Abraços apertados e sufocantes Com gestos de amor que falam mais que palavras. Lairte Souza

Deixar partir

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          Quero falar de um amor imenso, daquele jamais planejado ou esperado: minha irmã Madalena.       Ela abriu mão de ter uma vida, marido, filhos, porque já havia visto demais, presenciado todos os arranjos possíveis e perdido a esperança em vida melhor. Doou-se, então , aos irmãos e a nossa mãe, e principalmente a mim. Eu pedi muitas vezes para que vivesse mais para si mesma, recusei regalias financeiras, presentes, tudo que retirasse dela a possibilidade de investir em si própria, mas não adiantava, pois adiante estava ela me oferecendo ajuda.       Sem saber, ela me deu o suporte de que eu precisava, todo o tempo, sem cansar, ou melhor, ela sabia mais que eu mesma das minhas dificuldades e limitações. Mesmo morando distante, fui sua protegida, fui amparada em todos os meus desastres tentando construir minha independência.       A vida não me dava trégua. Minhas batalhas eram muitas: eu era...
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  Fiz-me borboleta                                                                       E o meu casulo                                                         Foi                                  O                     Autoconhecimento. Lairte Souza

Porque Nasci Autista

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Porque Nasci Autista   Se quiser me tocar, toque-me com força Não alise, não me alise, não me alise, não! Isso incomoda demais, tenho ódio, aversão... E se você insistir, não respondo por mim Aperte-me, abrace-me com força, se eu solicitar E somente se Eu autorizar. Lairte Souza Feira, 10 de outubro de 2025.

Repente: O JOGO DA VIDA

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                      O JOGO DA VIDA Quero jogar o jogo do contente Toda bagagem pesada despachar Para bem longe, bem longe ficar Quero jogar o jogo da vida Trapaceando a tristeza Sem trapacear a beleza que ela — a vida — nos dá Conhecer a mim mesma é preciso Para esse jogo jogar Para não culpar o outro, e infeliz ficar Quero jogar limpo comigo, me respeitando E com o outro, para meu respeito aumentar Vou chutar meus arrependimentos pra escanteio Minhas culpas para o alto, minhas limitações driblar Se alguém me impedir: pênalti! Com minha autoestima um golaço vou marcar!                                         Lairte Souza                                         Serrinha, 02 de maio de 2...