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"Repente"

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Toda vez que fiquei sozinha Não foi o amor que me deixou Mas fui eu quem deixou o amor Não importa o motivo. Por isso, Próxima vez que Ele me encontrar Vou disso sempre lembrar.  Vou protegê-lo muito bem de qualquer mal sentimento Retirando-me se for preciso, apenas por um momento Para refletir Que só depende de mim Ficar com ele a vida toda Pois se foi ele quem me achou Por que duvidar desse amor? Se é uma dádiva amar e ser amada Me sentirei privilegiada Por ser tantas vezes contemplada Pelas mãos desse Senhor.                             Lairte Souza - Serrinha, 06 de fevereiro de 2022.    

"Vazio de amor"

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  Vazio de amor Onde estarão teus pensamentos e o teu corpo? Sai por aí pelas tuas memórias e cata cada pedaço que distribuíra Refaz-te por inteiro E todo o passado será ilusão Diante de um grande amor.               Lairte Souza,  Serrinha, janeiro/2022.

"Ilusão"

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  Ilusão Foi tudo ilusão O teu olhar desejoso A tua espera E eu pensando que iria viver uma grande paixão Sedenta que estava para amar e ser amada Enchi-me Transbordei Sequei Agora o vazio, agora o vazio...                           Lairte Souza, Serrinha, janeiro/2022.

"Nunca me deixes"

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  Nunca me deixes só Quando a noite cair Voltarás Inteiro Para meus braços entrelaçar Tua presença reforçará a cada dia Que a vida vale a pena Uma jornada solitária não me satisfaz Entra com tua luz na minha casa Escolhe-a como tua morada Perfuma o meu corpo com esse cheiro que é só teu E tudo mais que eu fizer Será apenas para trapacear as horas.                         Lairte Souza, Serrinha, janeiro/2022.

"Fragmentos/perda de uma filha"

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  Olhei para ela Sua expressão machucava Revelava toda dor Resgatava seus sofrimentos mais sofridos E no meu peito Um aperto tomou-me de assalto Saí de mãos vazias Olhos cheios                         Lairte Souza, Serrinha, janeiro/2022

Relatos de um cupido frustrado

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                                                    Relatos de um cupido frustrado   Desde muito cedo recebi a dádiva de ser amada, e talvez por isso mesmo gostava de formar pares românticos, dentre aqueles que conhecia e com quem convivia, fosse na escola, na família, no trabalho, na faculdade...   Margarida Margarida, professora, foi uma das primeiras vítimas do cupido. Eram conhecidas as frustrações dela em encontrar um casamento, o qual era muito desejado, sonhado, tanto em forma de príncipe quanto de sapo, como ela própria dizia. Pensei por longo tempo, até encontrar um homem perfeito para ela: nem príncipe, nem sapo; era charmoso, gente boa e trabalhador. Marquei o encontro dos dois e foi tiro e queda, ou melhor, flecha e queda, queda de amor, mas só da parte dela, para o meu desespero! Roberto não foi fisgado pelos en...

Crônica: O Relógio e o Calendário

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  Crônica: O Relógio e o Calendário   O relógio e o calendário já foram meus senhores por tempo demais! Corri por longos anos para chegar no horário.  Neste meu momento atual, correr nem pensar; nem meu corpo permite mais. Diante de uma data festiva , lá ia eu me atropelar para comprar algo para alguém, e se não comprova era visto como falta de atenção, desafeto. Nunca gostei de datas comemorativas sendo empurradas goela abaixo à Sociedade. Talvez porque nossos costumes (da minha família) eram outros, como orações, pedindo saúde e proteção divina. Ademais o comércio criou tantas datas especiais, que de especial não têm nada. Cada dia mais vou me libertando dessas cobranças: simplesmente não me incomoda mais o que pensem, ou a repercussão da minha ausência, até porque nossa presença não é tão imprescindível assim. Na noite de Réveillon fico em casa, esperando o dia seguinte em que as pessoas estão mais calmas, para eu ir a algum lugar. Hoje, apenas pequenas reuniões ...