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Diário 3

            Estou melancólica      Ouvindo a música " What is a youth "  (O que é um jovem), do filme Romeu e Julieta de 1968, fui tomada de uma emoção profunda de lembranças de Madá, minha irmã. Eu não poderia vê-la morta, por isso não fui ao seu funeral, mas tenho sentido vontade de ir até seu túmulo, fazer uma limpeza local e colocar flores, algo que não tem muito sentido mas que, neste plano material é o que resta por ela. Interessante que escutando tal melodia não pensei em um homem, mas sim nela. Chego à conclusão de que foi o único  e verdadeiro amor que tive na vida, sem minimizar o amor dos meus pais, e de outros irmãos...      Eu também partirei um dia...      Lairte Souza      Serrinha, julho/2026

Diário 2

                 Minha mente é tão catastrófica que de ontem para hoje pensei que não fosse sobreviver, e tão-somente por causa de uma gripe forte com dor de cabeça e com nariz entupido (o que dificultava minha respiração) e isso foi suficiente para achar que ia amanhecer pior, muito pior. Hoje acordei bem, quase ótima (exceto pela tontura de tanto assoar o nariz e uma coriza persistente), o que me fez pensar sobre esse lado meu de supervalorizar os acontecimento e entrar em modo apocalíptico. Cheguei a avisar para o meu grupo de trabalho que não sabia que horas poderia iniciar.       Acordei com a cachorrinha me animando para levantar, tomei sol, fiz café, e o mundo nem se acabou!        Lairte Souza      Serrinha, junho/2026

Diário 1

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       Minha irmã me perguntou com que idade eu me sinto neste corpo atual. Fiquei pensando sobre isso e verdadeiramente me sinto na idade que tenho, 56 anos, e talvez até um pouco mais. E essa sensação de ser mais velha é desde que me entendo. Minhas preferências como por exemplo em estar acompanhada de pessoas adultas, desde a infância; roupas ;  falta de interesse nas conversas das meninas da minha idade... E nos últimos anos foram tantos sinais de que a vida mudou drasticamente : morte de duas irmãs (entre os sessenta/setenta anos), outros irmãos com várias mazelas do envelhecimento; meu cansaço crônico, desde sempre e aumentando a cada dia, mostrando claramente a passagem do tempo, muito tempo: parece que foi uma eternidade, tal é a minha sensação...      Apesar de tudo, acredito que estou em momento de apaziguamento com a minha idade e a vida que tenho. E com desejo de renovação, de me reinventar, como se eu pudesse viver ainda mais uma vida...
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                                          Os Anjos da Minha Vida, ou: A Vida Fala Comigo      Em momentos de desalento, quando não encontro palavras, a vida fala comigo: Uma mão no meu ombro, uma presença, uma solução... Anjos vêm ao meu socorro e entendo como tenho sorte.       E muitas vezes meus desejos foram atendidos tão rapidamente que não aproveitei, não estava pronta para receber tal presente, deixei passar... Quero estar atenta, preciso estar atenta para corresponder, para não perder as oportunidades que a vida me dá, ler nas entrelinhas com mais assertividade, confiar. A minha desconfiança exagerada me fez perder muitas coisas, e quando se está perdida ficamos cegas diante das respostas oferecidas por aqueles anjos e tomamos decisões desastrosas. Quando reflito sobre meus erros, consigo ver a solução que estava ali, tão fácil, tão cla...
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  A monotonia do meu ser não diz quem eu sou: calada e quase sempre sem iniciativas, sou capaz de te surpreender Com um humor de riso silencioso Abraços apertados e sufocantes Com gestos de amor que falam mais que palavras. Lairte Souza

Deixar partir

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          Quero falar de um amor imenso, daquele jamais planejado ou esperado: minha irmã Madalena.       Ela abriu mão de ter uma vida, marido, filhos, porque já havia visto demais, presenciado todos os arranjos possíveis e perdido a esperança em vida melhor. Doou-se, então , aos irmãos e a nossa mãe, e principalmente a mim. Eu pedi muitas vezes para que vivesse mais para si mesma, recusei regalias financeiras, presentes, tudo que retirasse dela a possibilidade de investir em si própria, mas não adiantava, pois adiante estava ela me oferecendo ajuda.       Sem saber, ela me deu o suporte de que eu precisava, todo o tempo, sem cansar, ou melhor, ela sabia mais que eu mesma das minhas dificuldades e limitações. Mesmo morando distante, fui sua protegida, fui amparada em todos os meus desastres tentando construir minha independência.       A vida não me dava trégua. Minhas batalhas eram muitas: eu era...
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  Fiz-me borboleta                                                                       E o meu casulo                                                         Foi                                  O                     Autoconhecimento. Lairte Souza

Porque Nasci Autista

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Porque Nasci Autista   Se quiser me tocar, toque-me com força Não alise, não me alise, não me alise, não! Isso incomoda demais, tenho ódio, aversão... E se você insistir, não respondo por mim Aperte-me, abrace-me com força, se eu solicitar E somente se Eu autorizar. Lairte Souza Feira, 10 de outubro de 2025.

Repente: O JOGO DA VIDA

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                      O JOGO DA VIDA Quero jogar o jogo do contente Toda bagagem pesada despachar Para bem longe, bem longe ficar Quero jogar o jogo da vida Trapaceando a tristeza Sem trapacear a beleza que ela — a vida — nos dá Conhecer a mim mesma é preciso Para esse jogo jogar Para não culpar o outro, e infeliz ficar Quero jogar limpo comigo, me respeitando E com o outro, para meu respeito aumentar Vou chutar meus arrependimentos pra escanteio Minhas culpas para o alto, minhas limitações driblar Se alguém me impedir: pênalti! Com minha autoestima um golaço vou marcar!                                         Lairte Souza                                         Serrinha, 02 de maio de 2...

Dor do mundo

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  Olga é uma mulher sofrida, como tantas por aí... Minha mãe costuma dizer que este mundo é um vale de lágrimas, e olhando para os lados é isto que vejo: muita dor, muita tristeza, muito sofrimento. Se eu soubesse do futuro que viria, não teria feito muitas coisas. Nem mesmo teria amado.  Lairte Souza Serrinha, março/2025.

Perdendo o voo, literalmente

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O que fazer quando as coisas saem do programado Frustração Frustração Como é difícil para mim! Mas depois de caminhar uns passos, muitos passos Depois de ver tantas notícias que deixam claro: poderia ser pior... A tristeza vai passando A vida vai voltando As ideias vão brotando Aceitação Aceitação Gratidão Gratidão Tem um voo para daqui a cinco horas Lairte Souza Aeroporto de Guarulhos/SP

Conhecendo Monte Verde/Camanducaia-MG

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 Ainda estou inebriada com as belezas de Monte Verde-MG, por isso o que escrevo neste momento está sendo absorvido lentamente, e certamente sofrerá alterações ao longo do tempo. A palavra é: privilégio. Acredito que morar num lugar como este, cercado de uma mata de araucárias e eucaliptos, araucárias principalmente, ouvindo o som das águas correndo pelo rio que corta o distrito (sim , é distrito de Camanducaia/MG), a depender da localização, no meu caso, aqui na Av. Sol Nascente, tanto descendo o bosque do hotel, como visitando/caminhando dentro do parque VillaLeta. Amei. Conheci a dona desse lugar incrível, Susi, que deixou permanecer sua casa, seu cantinho, dentro do referido parque, arrendado para visitação pública. Sentadas, conversamos sobre a mãe dela, Sra.Mafalda, em memória, poetisa. Sobre meu livro... Conversei com Elizabeth, hóspede outrora, que acabou fixando moradia em Monte Verde. No chalé onde estou, curti uma lareira que eu mesma acendi hoje pela manhã. Realmente é u...

Poema: Para Catarina

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                                                                                                                                                                                        Para  C atarina                                        ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆      Pedacinhos de estrela Que reluz Bonequinha de filó Ai, meu xodó ! Alegria de viver  É o que nos traz E amor, afff ... E...

Pequena Catarina

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                                         C atarina Uma pequenina   butterfly  que pousou suavemente aqui na terra no dia   02 de janeiro de 2024. Teus passos leves e silenciosos, flutuando como borboletas que passam entre nós, sem nos machucar, tocando nossa pele como se nos dessem sutis beijinhos, girando e atraindo nossa atenção, nossos olhares... Procurando a origem do teu nome, de lá da Grécia, muita "graça", "pureza", "determinação" eu encontrei  E do lado de cá do Monte Olimpo... Na cidade de Serrinha/BA, vive uma outra Catarina Mulher  forte e guerreira , Amazona de primeira Sozinha, aprendeu a ler e escrever . Um mundo desconhecido,  desbravou Muitas, muitas batalhas travou e  superou Visionária , enxergou um mundo melhor que ninguém mais via Foi, fez casas, fez açudes,  realiz...

EPAMINONDAS: Galho do Jacarandá, folhas do Eucalipto

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                           EPAMINONDAS                                                                         21 de abril de 2024 . Muitos caminhos, muitas andanças Caçadas, mulheres... Mas eis que a vida o chamava Trabalho. Muito trabalho O amor o chamava Zenaide Três filhas (mais duas no coração) inseparáveis, entranhadas em ti, partes de ti Cinco netos levando adiante pedacinhos de Pami Uma Catarina, Santa Um Ioiô, uma Detinha inesquecíveis! Onze irmãos! Fortes! Exemplos de superação Como tu mesmo Genros, cunhada, amigos... O teu choro, a tua dor, a tua alegria não é "um", é ao menos "em dezenas" Galhos do Jacarandá Folhas do Eucalipto... hum... perfumadas Ah, meu irmão! Assim é tua família Assim é tua vida!   ...

Reportagem Anajustra Cultural-05/04/2024

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https://anajustrafederal.org.br/espaco-cultural/perfil/2024/04/212178-vivencias-um-mergulho-na-alma-feminina-contemporanea.html Vivências: um mergulho na alma feminina contemporânea Servidora do TRE-BA lança livro de crônicas, poemas e contos. 05/04/2024 10:31  A+ A- A associada Lairte Oliveira Souza lança seu mais recente livro "Vivências: Poemas, Contos e Crônicas", uma obra que mergulha nas profundezas da solidão enfrentada pela mulher contemporânea. Com uma linguagem simples e envolvente, a servidora do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) compartilha reflexões íntimas e experiências pessoais, por meio de poemas, contos e crônicas que capturam a essência das emoções humanas.  Boa parte dos textos que compõem o livro foram escritos durante a pandemia da Covid-19. Inspirada pela própria realidade e de amigas e pessoas próximas, Lairte  oferece uma visão autêntica sobre temas como solidão, desejo, saudade, perda e depressão. “Era um misto de sentimentos, às veze...

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TRE: O cafezinho - entrevista

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Scortecci-Revista do Livro: Lairte Souza - Autora de: VIVÊNCIAS

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Revista do Livro: Lairte Souza - Autora de: VIVÊNCIAS : Lairte Souza Nome literário de Lairte Oliveira Souza Nasceu em Serrinha (BA) em 1970. Formada em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes ...

Com carinho, para meus leitores

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